O UNIVERSO DA ANÁLISE:

Os veículos de Mídia para análise foram selecionados pelos acadêmicos de forma aleatória e representam geograficamente veículos inseridos nos locais de residência dos alunos, bem como, espaços de leitura cotidiana

terça-feira, 8 de junho de 2010

Compromisso jornalístico

Acadêmica: Fabiana Martins
7ª Fase do Curso de Comunicação Social – Jornalismo
Notícia publicada no site da Rádio Aliança AM
Por Ricardo Santuari



Um dos princípios jornalísticos é noticiar os fatos que interessam à população, ou seja, de interesse público. Este é o papel que dever ser desempenhado por jornalistas e veículos de comunicação. O compromisso com o público e a veracidade das informações apuradas, é o que gera a credibilidade para os meios de comunicação.
Na terça-feira (01-06-10), às 8 horas, foi publicada no site da rádio Aliança AM uma notícia sobre o aumento da cesta básica. A matéria expôs os produtos que sofreram aumento de custos e os que tiveram o valor diminuído. Além disso, também mostrou o gasto da atual cesta básica para uma e para quatro pessoas. As informações foram dispostas de forma objetiva e de fácil entendimento para os internautas. Outro ponto importante, que deve ser destacado nesta notícia, é o horário da postagem. Às 8 horas diversas pessoas buscam os noticiários online para começar o dia bem informadas. Esta matéria, também possuía uma foto de produtos que compõe uma cesta básica, ilustrando assim, as informações expostas no texto.
O aumento dos preços de alimentos básicos, ou seja, de primeira necessidade, influenciam empresas e consumidores. A alimentação é prioridade, não é possível prorrogar isso, diferente outros bens de consumo.
Os veículos de comunicação em Concórdia possuem um papel relevante para o município e para toda a Região. Neste caso, em especial, se pode dizer que a Rádio Aliança AM informou com imparcialidade, cumpriu um dos requisitos básicos do jornalismo e soube explicar, de forma eficaz um assunto que interessa tanto para quem vende o produto, quanto para quem consome. Todos de uma forma ou de outra, fazem parte desta cadeia de consumo, por isso, tudo o que diz respeito à este assunto deve ser divulgado.
Eis aí um exemplo de como o jornalismo influencia no dia a dia e de qual deve ser, a posição dos veículos comunicacionais perante informações de interesse público. Afinal, tudo o que é de interesse de todos deve ser noticiado.

Quantos vão concorrer de verdade?


Acadêmica: Graziele Buth

Há poucos dias enviei uma crítica sinalizando positivamente sobre os colunistas políticos da nossa região, e continuo afirmando que eles são até quando possíveis imparciais, verdadeiros e éticos com os fatos do cenário político local. Mas o que a imprensa regional está fazendo com os possíveis candidatos a eleição estadual e federal deste ano? Na verdade quantas pessoas vão concorrer? Sim porque se fossemos atrás de tudo que rádios, jornais e sites que se dizem de jornalismo, estão falando, talvez tivessem mais candidatos do que eleitores.
É um tal de Joãozinho vai sair para deputado estadual, Zezinho vai sair para deputado federal, Fulano vai para senador...Não, não é Zezinho que vai ser federal, é Joãozinho, já que Zezinho vai pra senador e Fulano deu adeus à disputa e não concorre. Enfim, um rolo só. Ninguém mais sabe se aquela pessoa com quem simpatiza, em quem poderia votar, vai mesmo concorrer ou não. É muito disque me disse, sem averiguar de fato qual e a situação, é muito pseudo-político dizendo que vai concorrer, mas ainda não tem o aval do partido, é muito partido querendo que “Joãozinho” concorra só pra fechar tabela, mas Joãozinho não quer nem saber do pleito.
Por fim, acho que a imprensa deveria ter informações mais precisas sobre os fatos, se não tem fique quieto. Concordo com a máxima de dar a informação no menor tempo possível e sempre antes do concorrente, desde que a informação seja correta, com precedentes e que não precise, daqui a meia hora, de alguma retficação.

Agora é lei: nicotina zero!

Antifumo entra em vigor hoje – matéria publicada no jornal “Diário do Oeste” no dia 1º de junho de 2010 – Rhayana Cordeiro.

Por: Geneci Loli

Antes de mais nada, não sou fumante. Mas confesso que já experimentei pra ver qual é a graça da coisa. Sabe como é né:, adolescência, baladas, amigos que fumavam… enfim, aquela ideia de que fumar era bonito e teria lá o seu charme. Mas, felizmente eu não manifestei propensão ao vício. Hoje sou antitabagista confessa. Não odeio quem fuma. Muito pelo contrário, tenho parentes e amigos que fumam, e obviamente, o cigarro não mensura o caráter de ninguém e não diminui o respeito que merecem. Só não gosto que fumem perto de mim. O cheiro impregna feito praga.
Ocorre que infelizmente a grande maioria dos tabagistas não fumam com consciência (hein??!!), ou seja, perdem o senso crítico fumando perto de quem não fuma, especialmente em lugar fechado e não estão nem aí se incomoda ou não o indivíduo que está do lado. Tipo: eu sou “o cara” e você é careta, e os incomodados que se retirem.
É aí de repente, entra em questão a lei antifumo, que vigora a mais de um ano. E este mês, chegou a vez de Concórdia, onde ficará expressamente proibido fumar, qualquer espécie de produtos fumígenos, em recintos fechados de uso público. Isso gerou nos últimos dias inúmeros comentários. Na verdade, as opiniões estão divididas e levantam aquela velha e conhecida rixa: fulano quer manter o direito de fumar onde quiser e ciclano quer ter o direito ao ar puro. Quem Quem é fumante, precisa entender que as restrições da lei não estão impostas à pessoa. Pois ele continua sendo cidadão brasileiro com os mesmos direitos e obrigações que os demais. O que acontece é que, um fumante deve ligar o “desconfiômetro” e concluir que alimentar o seu vício perto de alguém, estará lhe causando um mal igual ou maior que a si próprio.
Acredito que a lei é lamentável. Mas é lamentável pois não produz efeitos nos lares onde filhos, maridos ou esposas estão expostos e submetidos à uma morte lenta e compulsória. Porém, o que se espera é que o tabagista, ao se acostumar a não fumar em lugares públicos, passe a não fumar mais dentro de casa. A coisa tem que virar lei sim, quem sabe deste modo a ficha cai.
A nova norma veio justamente para diminuir o índice de tabagistas brasileiros. Mas, para que a lei faça jus a sua aprovação, será necessária que seja cumprida e, que não seja mais uma lei a ser arquivada. Mas é importante ressaltar, que uma primorosa lei foi criada. Muitos indivíduos cansaram de ir embora de restaurantes onde, algum fumante mal educado acendia o cigarro e o estabelecimento não tinha coragem de avisá-lo. Enfim, a cidade de Concórdia terá que se adaptar a regulamentação que veta o fumo em espaços públicos coletivos. O que acontecerá talvez, seja como na Europa onde, as pessoas se levantam das mesas para darem uma “pitadinha” na calçada. Agora o que se espera, é que as pessoas sejam educadas o suficiente para não sujar o passeio público. Se essa lei será cumprida ou não? Vamos aguardar para ver no que é que dá.

Tudo novo de novo

Por: Janaína Moura

O Jornal Imparcial de Concórdia mudou seu layout e toda sua estrutura, desde jornalistas até a diagramação. Criou um espaço para o leitor, voltado para pessoas e profissionais comum, que sabem escrever sobre algo que dominam e que interessa a ao leitor do jornal. Tem também uma estrutura de novos colunistas. Muitos não eram conhecidos entre os meios de comunicação e outros já renomados na mídia. Chegando a ter cerca de 10 colunistas expondo ideias numa mesma edição. Um exagero!. Agregar um meio de comunicação com ideias e pontos de vistas diferentes em diversos assuntos é uma coisa, agora encher o jornal semanal com muitos pensadores, ai já é demais. Noticias é que não faltam durante a semana, pois outros veículos de comunicação sobrevivem diariamente disso.
Voltando para o layout, o Imparcial é um jornal organizado, com manchete acompanhada de foto, chamadas bem estruturadas e não possui uma capa poluída (com muitas propagandas e cores chamativas). Portanto é um jornal de qualidade para se ler, se não fosse um porém.
A edição do dia 28 de Maio de 2010, trás na manchete a seguinte noticia: “Lei vigora a partir de terça”, se referindo a nova lei da proibição do fumo em ambientes fechados. Trás uma foto de um cigarro, com um fundo marrom. Também, logo embaixo, há uma propaganda de um show que aconteceria na cidade, a cor que prevaleceu foi o marrom. Nas chamadas secundária superiores também a cor das fotos que chamavam a atenção era o marrom e o cinza. Porque tanta cor morta? Num jornal bem estruturado?
Deveria ter cores mais fortes e presentes na capa do jornal. Cores que chamassem mais a atenção do leitor. Deixando-o de cara nova, pois quem o pega pra ler, imagina que seja uma edição antiga, com uma cara velha. É essa a impressão que prevalece. Quem sabe mudar o jornal Imparcial para uma presença mais viva e marcante, talvez chamasse mais a atenção dos leitores para um veículo que é coberto de bons pensadores e de noticias de qualidade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O rádio e a identidade local

Por: Damara Savoldi

Em meio aos avanços tecnológicos e a convergência de mídias, em que a informação assume cada vez mais um caráter globalizado, muito foi debatido sobre o desaparecimento ou não de alguns veículos de comunicação, como o rádio, que, diante da portabilidade, multiplicidade e instantaneidade da Internet, estaria com seus dias contados. A comunicação de massa à nível mundial esmagaria os veículos de comunicação interioranos, pois, a nova maneira de tratar a informação seria com foco global.
Esse paradigma vem sendo quebrado com a comprovação de que os veículos locais conseguem tratar dos interesses da população com presteza na região de abrangência. Neste caso, o rádio renasce na Era da Informação com força total para o jornalismo local. De todos os meios de comunicação, o rádio, segundo Comassetto (2007), “é que o tem mais aptidão para trabalhar questões de proximidade”, por que presta maior atenção ao seu entorno e consegue estabelecer empatia com o ouvinte ao discutir os problemas das comunidades, esquecidas no mundo globalizado.
Em Concórdia, as rádios AM entenderam a configuração desta dinâmica e trabalham sob uma ótica local vinculada ao contexto global. O “show do César Luís”, que vai ao ar todas as manhãs, das 8h ao meio dia, na Rádio Rural, está dentro desta perspectiva. O nome “show” caracteriza um programa de variedades, mas, também, com forte cunho jornalístico. É possível perceber que durante as quatro horas em que o programa está no ar, há intervenções de repórteres que vão para a rua e transmitem os acontecimentos locais. É concedido espaço para tratar por exemplo, de um problema de falta de água em um bairro. Portando, os moradores têm a chance de expor sua opinião e reivindicar seus direitos imediatamente em um canal de comunicação de maior abrangência na região do oeste Catarinense, que é o rádio.
Na Rádio Aliança, a programação do horário da manhã é semelhante à programação da Rádio Rural, com o “Programa Carlos Ferrarri”, que vai ao ar das 8h30 às 11h50, seguido por um jornal de formato noticioso local ao meio dia. Mesmo assim, o ouvinte tem opção de captar as notícias sob duas perspectivas (mesmo sendo ambas tendenciosas em algum sentido). Porém, não discutindo interesses políticos ou empresariais, estes exemplos situam que em Concórdia o rádio é um veículo com presença social muito forte. O jornalismo das rádios concordienses comprova que o local e a informação gerada na localidade não perderam importância diante da disseminação de uma idéia de “comunicação global”.
Isso não significa, por outro lado, que não se deva melhorar o conteúdo e discutir sobre o tratamento do mesmo. Também não significa, é claro, que se deva ignorar, que mesmo na localidade, existe relação de forças de dominação. Mas, é importante ter em mente que se não existisse um jornalismo local, a população tenderia a perder o sentido da verdadeira dimensão do real, já que, em nível nacional ou global, raramente Concórdia seria pauta em grandes meios de comunicação. O rádio contribui como um fator de identidade da região em que se estabelece.

Fonte: COMASSETTO, Leandro Ramires. A Voz da Aldeia – o rádio local e o comportamento da informação na nova ordem global. 1º Ed. Florianópolis: Insular, 2007

O poder dos meios de comunicação

Por: Lana Cappellesso

Há algumas semanas, três estabelecimentos foram furtados. A prática utilizada era passar um fio de arame por baixo da porta, conseguindo assim capturar peças de roupa. O caso ocorreu também na loja de minha mãe. Assim que soube, procurei mediatamente a imprensa, mais especificamente a Rádio Rural. A equipe movimentou a questão, fez entrevista com os proprietários dos estabelecimentos, fazendo com que a polícia de Concórdia desse uma atenção especial para o caso. Dias depois, alguns adolescentes foram pegos, e confessaram alguns dos furtos.
Mais recentemente, instalaram novos semáforos em Concórdia. Particularmente fiquei indignada, pois para mim a situação complicou. E como eu, várias pessoas fizeram o mesmo comentário.
Ao abrir o site da rádio Rural, encontrei o quadro “mural interativo”, o qual está com a enquete, “Qual sua opinião sobre a colocação dos novos semáforos em Concórdia?”.
Interagir com o ouvinte, permitir que ele expresse sua opinião, e que logo consiga ver resultado do que reivindicou, deixa o público satisfeito, gerando cada vez mais credibilidade à empresa.
A população busca um lugar onde possa mostrar sua indignação, onde possa colocar sua opinião, e que isso resultará em algo. Esse é um dos principais serviços que os meios de comunicação devem prestar a sociedade, pois demonstra que eles possuem voz.
__________________________________________________________
Para completar a crítica da semana passada, sobre a foto de capa do Diário do Oeste, onde havia a foto de uma mulher amparando nos braços um rapaz que havia perdido o irmão, me coloco então no lugar do editor do jornal. Apesar de saber que, com uma capa como aquela o jornal teria um grande número de vendas, eu não iria expor o sofrimento alheio daquela forma. Buscaria uma outra foto, desenvolvendo a criatividade, sem precisar de sensacionalismo.

O poder dos meios de comunicação

Por: Lana Cappellesso

Há algumas semanas, três estabelecimentos foram furtados. A prática utilizada era passar um fio de arame por baixo da porta, conseguindo assim capturar peças de roupa. O caso ocorreu também na loja de minha mãe. Assim que soube, procurei mediatamente a imprensa, mais especificamente a Rádio Rural. A equipe movimentou a questão, fez entrevista com os proprietários dos estabelecimentos, fazendo com que a polícia de Concórdia desse uma atenção especial para o caso. Dias depois, alguns adolescentes foram pegos, e confessaram alguns dos furtos.
Mais recentemente, instalaram novos semáforos em Concórdia. Particularmente fiquei indignada, pois para mim a situação complicou. E como eu, várias pessoas fizeram o mesmo comentário.
Ao abrir o site da rádio Rural, encontrei o quadro “mural interativo”, o qual está com a enquete, “Qual sua opinião sobre a colocação dos novos semáforos em Concórdia?”.
Interagir com o ouvinte, permitir que ele expresse sua opinião, e que logo consiga ver resultado do que reivindicou, deixa o público satisfeito, gerando cada vez mais credibilidade à empresa.
A população busca um lugar onde possa mostrar sua indignação, onde possa colocar sua opinião, e que isso resultará em algo. Esse é um dos principais serviços que os meios de comunicação devem prestar a sociedade, pois demonstra que eles possuem voz.
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Para completar a crítica da semana passada, sobre a foto de capa do Diário do Oeste, onde havia a foto de uma mulher amparando nos braços um rapaz que havia perdido o irmão, me coloco então no lugar do editor do jornal. Apesar de saber que, com uma capa como aquela o jornal teria um grande número de vendas, eu não iria expor o sofrimento alheio daquela forma. Buscaria uma outra foto, desenvolvendo a criatividade, sem precisar de sensacionalismo.